19 junho 2006



Ah como é bom recordar!

Hoje tive oportunidade de arrumar gavetas, e como é sabido, nestes momentos aparece tudo. Coisas pequeninas mas incómodas de arrumar, coisas que me trouxeram à memória momentos inesquecíveis e que nem sabia que lá estavam, coisas que se calhar só para mim é que têm 'presença', e papéis. Muitos papéis. Aqueles postais de Natal que a Joana fez para pôr na mesa, ao lado do guardanapo de cada um e com mensagens tão bonitas. Foi aquele Natal que para mim nunca mais chegava para poder voltar a ver a minha filha. Foi o último com a minha mãe. Muitas memórias. Muitas. Depois as fotografias. Fotografias em que já nem me reconheço. As fotografias em suporte de papel continuam a ser fantásticas. Proporcionam estas 'descobertas' que nos fazem parar e recordar quando menos esperamos.

14 junho 2006


Gosto cada vez menos de pessoas que vivem penduradas nos telemóveis, seja a falar, seja a escrever mensagens ou simplesmente a mexer nas teclas como se procurassem atenção de alguém, gosto ainda menos da alienação que a televisão é para a maioria das pessoas, que as impede de ouvir e falar (razão pela qual muitas pessoas não sabem comunicar), não gosto mesmo nada de pessoas mal dispostas, que por coisas menores ficam logo desnorteadas, não gosto de pessoas que dizem asneiras, são grosseiras! E não gosto de pessoas oportunistas. Nada mesmo.

02 junho 2006

Ando há dois dias numa verdadeira vadiagem Boa. Saudável. É tão bom conversar com pessoas inteligentes. Que saudades eu já tinha. Quantas vezes me convidam e eu recuso por este ou aquele motivo menor. Tenho deixado de conhecer sítios bonitos, participar em tertúlias e alargar o leque de amigos.
Levei 50 anos a perceber e a aceitar constrangimentos e limitações diversas, agora que há dentro de mim uma convulsão de ideias, resoluções e projectos, decido dar-lhes vida e descubro que são como faróis.

01 junho 2006


Porque hoje é o dia mundial da criança, porque elas são o melhor que o mundo tem, porque me lembro tão bem como as minhas duas crianças cresceram, brincaram, correram, choraram e riram, porque essas memórias são supremas, porque lhes quero tanto e sobretudo porque para mim, serão sempre as minhas crianças! Os meus filhos são hoje mais do que nunca a essência da minha vida.